Washington celebra o mês da História Negra

Washington celebra o mês da História Negra Washington celebra o mês da História Negra
Foto: Divulgação

Fevereiro em Washington, DC, não é apenas um mês no calendário; é uma experiência sensorial e histórica. Embora a cidade respire política o ano todo, é durante o Black History Month que a capital revela sua alma mais vibrante.

O que começou como uma semana de celebrações em 1926 evoluiu para um mês inteiro dedicado a honrar a cultura afro-americana — não apenas em vitrines de museus, mas nas ruas, nos palcos e nos pratos.

Se você está na cidade ou planejando uma visita, 2026 é um ano simbólico: o National Museum of African American History and Culture (NMAAHC) completa sua primeira década de existência.

Aqui está o guia para vivenciar essa história viva em DC agora mesmo.

10 Anos do NMAAHC

O museu, cuja fachada de bronze inspirada em coroas iorubás já se tornou um ícone do National Mall, é o coração da celebração.

A visita é desenhada para ser uma jornada emocional: começa nos andares subterrâneos, confrontando a escravidão e a segregação, e sobe em direção à luz, celebrando as conquistas na música, esporte e cultura pop.

  • Dica: A localização estratégica permite combinar a visita com o Lincoln Memorial e o Memorial de Martin Luther King Jr., criando um arco narrativo completo em uma só tarde.
Washington celebra o mês da História Negra
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Caminhando com gigantes

A história negra de DC está gravada no asfalto e nos edifícios. Um roteiro autoguiado pela cidade revela camadas fascinantes:

  • O Hotel da história: O Willard InterContinental não é apenas luxo; foi lá que Martin Luther King Jr. finalizou o rascunho de seu discurso “I Have a Dream” antes da Marcha sobre Washington em 1963.
  • O Arquiteto oculto: Poucos sabem, mas os limites originais de DC foram definidos com a ajuda de Benjamin Banneker, um astrônomo e matemático negro do século XVIII. Sua história hoje é celebrada até na gastronomia (veja abaixo).
  • Frederick Douglass: Atravessar o rio para visitar a casa histórica do abolicionista em Anacostia é essencial para entender as raízes da democracia americana, especialmente às vésperas dos 250 anos dos EUA.

Alta gastronomia

A revolução também acontece na cozinha. Chefs negros estão redefinindo a cena gastronômica da capital, misturando técnica contemporânea com herança ancestral:

  • Dogon: O restaurante do chef Kwame Onwuachi é uma homenagem direta a Benjamin Banneker e às raízes africanas.
  • Elmina: O chef Eric Adjepong conecta os sabores da África Ocidental com a modernidade.
  • Marcus DC: O famoso chef Marcus Samuelsson traz sua assinatura cosmopolita para a cidade.

Agenda

A programação de fevereiro está a todo vapor. Se você perdeu o Alvin Ailey (que encerrou ontem), ainda há muito o que ver nos próximos dias:

  • 14 a 16 de fevereiro: Step Afrika! Step Classic (Warner Theatre) – Uma celebração percussiva da dança.
  • 15 de fevereiro: Tributo a Dr. Martin Luther King Jr. (Strathmore).
  • Até 28 de fevereiro: Exposições de artistas negros na Zenith Gallery e o Black Boy Art Show (dia 28).
  • Até março: Tawny Chatmon no National Museum of Women in the Arts.

Aproveite!

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